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3 de agosto de 2013

Bryan Lee O'Malley

Metade coreano e metade franco-canadense, O'Malley é mais conhecido por sua série de hqs do Scott Pilgrim. Antes de ter seu próprio trabalho publicado, ele ilustrou a hq Hopeless Savages. Seu primeiro trampo se chama Lost at Sea (download), de 2003, e os seis volumes de Scott Pilgrim foram lançados entre 2004 e 2010, ano em que também saiu a adaptação da série pro cinema. Pro Scott não tenho comentários, é absurdamente delicioso lê-lo. É um dos poucos quadrinhos que me fizeram gargalhar alto, não dá pra segurar!

Lost at Sea (2003)


Meu amigo Caio me sugeriu ler Lost at Sea, do qual eu gostei, mas ao mesmo tempo tive aflição ao ler. Os problemas da protagonista são narrados pela metade, de modo que apenas perto do fim o leitor entende mais ou menos o que aconteceu e o porquê de ela estar em crise. A hq tem uns enquadramentos um tanto incomuns, o que não deixa a leitura entediante, apesar da história se passar quase inteira dentro do carro e de hotéis de estrada. O traço não foi muito alterado em relação ao que é visto em Scott Pilgrim, assim como a abordagem do universo adolescente, havendo apenas o contraste da melancolia estática de Lost at Sea com o nonsense dinâmico de Scott.

Scott Pilgrim (2004-2010)

25 de agosto de 2012

Chester Brown

Brown nasceu no Canadá em 1960. Começou publicando a série "Yummy Fur", de onde surgiu o personagem "Ed, the Happy Clown", deixando-o famoso nos anos 80 como um dos pilares da "revolução dos quadrinhos adultos". A partir dos anos 90 publicou quadrinhos biográficos, como "Louis Riel" (um personagem histórico do Canadá), e autobiográficos, como "A Playboy" e "Pagando por sexo" - Chester costuma tratar de temas polêmicos em seus quadrinhos.
O nome dele sempre me foi familiar, mas nunca havia lido nada dele, até colocar as mãos no "A Playboy" que meu amigo Will me emprestou. As páginas, em sua maioria cobertas de preto e com apenas dois grandes quadros em cada, causaram estranhamento a princípio. Sem contar o traço tosco e caricatural de Chester, que parece desenhar todos à sua volta de modo "normal", e a si mesmo de modo disforme. "A Playboy" mostra a relação ambígua de Chester com a tal revista, que dura desde o início de sua adolescência até os dias atuais, passando por momentos de amor e ódio: Com medo de ser pego de surpresa, ele esconde os exemplares que compra, joga-os fora, ou os queima. "Arrependido", compra vários de novo em sebos que visita, e repete o mesmo ato diversas vezes. Ao longo de toda a história há o "diabinho" de sua consciência, que narra a maior parte da história. É uma hq que incomoda e vicia ao mesmo tempo. Não vejo a hora de ler "Pagando por sexo", que, além de ter uma introdução do Robert Crumb na edição, mostra a decisão de Chester de apenas de relacionar com prostitutas.

Edição dezembro/12: Li "Pagando por sexo" e gostei muito, vale a pena. Admiro no Chester a mistura dele de coragem e timidez.



10 de agosto de 2012

Nina Bunjevac




Quadrinista e ilustradora da Iugoslávia. Muito bom o trabalho dela. Veja mais aqui: http://ninabunjevac.com